sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Memória Política


Carlos Acelino 


PMDB JOSEFENSE – 47 ANOS SEM PÓDIO


            Desde que foi criado o cargo de Prefeito (1928) São José teve 17 eleições majoritárias. Nelas o PMDB nunca se tornou Governo. A primeira eleição ocorreu em 1936, com a vitória de João Machado Pacheco Junior pelo Partido Liberal Catarinense. Ele já estava no cargo desde 1933 por nomeação e seu adversário Roque Filomeno, da coligação “Comércio e Indústria por São José” não teve, portanto, nenhuma chance. No ano seguinte Getúlio fechou as Câmaras Municipais e designou novamente interventores nos municípios. Mesmo com a intervenção, João Machado continuou a governar São José por nomeação, até a abertura política em 1947, ao final do Estado Novo, quando Arnoldo Souza pelo PSD venceu Álvaro Tolentino de Souza da UDN.
Em 1969 teve início novo processo eleitoral com o bipartidarismo. Dois partidos dominaram o cenário nacional: a Arena, que representava a direita e o MDB, futuro PMDB, pela esquerda. Três eleições ocorreram pelo sistema de bipartidarismo: em 1969, quando foi incluído pela primeira vez o cargo de vice-prefeito na cédula, e em 1972 e 1976. O MDB disputou a primeira com Heládio Mário de Souza e Hugo Ricci, sem êxito. Na eleição seguinte o partido praticamente repetiu a votação anterior, com a derrota de Gervásio Leopoldo da Silva e seu vice Vicente de Aquino. No ano de 1976 foi criado o artifício da sublegenda. Através dela cada um dos dois partidos podiam concorrer com até três candidatos, sendo vitoriosa a sigla que somasse maior número de votos dentre todos e o mais votado era diplomado. Nessa eleição a Arena fez 10.292 votos com seus dois candidatos, Geci Thives e Ivanildo Albuquerque. A legenda do PMDB perdeu novamente, somando apenas 6828 votos com seus três candidatos, Nilton Santiago, José Zanin e José Carlos de Melo.
Com o pluripartidarismo, o MDB, agora PMDB, tentou novamente em 1982. Germano Vieira e Valcélio Nazaré dos Santos computaram 14.880 votos na legenda do PDS. Mais uma vez o PMDB ficou de fora. Seus candidatos Nilton Santiago, Antonio Jacinto Martins e Antonio Valadares somaram juntos 13.430 votos.  O prefeito eleito foi Germano, com Marli Marçal de vice-prefeita.
Em 1988, sem a sub-legenda, o PMDB tentou com Luiz Gonzaga Ferreira de Macedo, ficando em terceiro lugar. O quarto colocado, Geci Thives, PDT, fez apenas um voto a menos: 5.787 a 5.788. Novamente em 1992, o PMDB tentou com Lauro Guesser e Gazaniga, ficando mais uma vez em terceiro lugar. Na eleição de 1996, o Partido indicou Lauro Guesser candidato a vice de Dário Berger, PFL, que ganhou a eleição. Quatro anos mais tarde, Ester Ferreira de Macedo disputou na sigla, fazendo apenas 8.907 votos. Dário, agora coligado com o PPB e tendo Vanildo Macedo de vice, emplacou 73.836. Na sucessão de Dário em 2004, Fernando Elias, PSDB concorreu com o peemedebista Valdemar Schmitt de vice, ganhando a eleição. No ano de 2008, Adeliana Dal Pont disputou pelo partido, ficando em segundo lugar: 24.755 votos contra 36.506 de Djalma Berger, PSB. No ano passado, o PMDB perdeu novamente a disputa com quase 30 mil votos a menos, na tentativa de reeleição de Djalma Berger, que migrou para a sigla.
Nas eleições proporcionais, o PMDB é hoje o partido com mais vereadores na Câmara (6). O partido foi criado nacionalmente em 1966, quando elegeu em São José apenas um vereador. Nas Eleições de 1969 e 1972 o partido não conquistou vagas na Câmara. O maior feito da sigla em São José foi em 1982, quando conquistou quase 50% das vagas (8 vereadores para uma Câmara de 17 vagas).




Vereador Valdemar Schmidt – PMDB – 5 mandatos
                                Eleito Vice Prefeito de Fernando Elias em 2004.


 Vereador Lauro Guesser (3 da esquerda para a direita) – PMDB – 2 mandatos
Eleito Vice Prefeito de Dário Berger em 1996

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Memória Política

Carlos Acelino 


BONS DE URNA


      O experiente Valdemar Schmidt, o Capitão (cinco mandatos consecutivos de Vereador e um de Vice-Prefeito) falou-me certa vez que uma frase é meia campanha. Em 1996 Gervásio Silva lançou Dário Berger a Prefeito usando o tema “o trabalho vai continuar”, referência ao seu ótimo desempenho em dois anos e oito meses de governo. Foi a única vez que a TV entrou em campanha majoritária na cidade. Dário deu um show na telinha, usando o ótimo slogan em produções bem elaboradas. Iniciou sua campanha com 3% das preferências contra 39% de Marli Marçal e ganhou a eleição com 47,46% dos votos.
Na campanha pela emancipação de Barreiros a frase não funcionou. O título do jornal de campanha “Barreiros, quem ama separa” trabalhou contra. Piorando as coisas, choveu muito no dia da eleição e a emancipação não passou por falta de quorum.
“Em São José dia 03 de outubro é Natal”. A boa tirada fez dele o Vereador com mais votos na eleição de 1992 (1.345) e ele não parou por ai. Foi o segundo em 1996 (1.635), o quarto em 2000 (1.980) e novamente o primeiro em 2004 (3.160). Adeliana foi a segunda mais votada na eleição de 2000 (2.228 votos) com a frase “100% Saúde”. É certo que para emplacar numa eleição não basta só uma frase. Outros predicados trabalham a favor, a estratégia de campanha, o desempenho do candidato, os investimentos, o uso da máquina, etc..
Relacionados a seguir os mais votados desde 1936 (18 legislaturas). A lista contempla os três primeiros colocados em cada eleição.





Com a taça. José Natal foi o terceiro na geral de 1988 e em 1996 foi o segundo mais votado. Em 2000 ficou em quarto. Em 1992 e 2004 chegou em primeiro. Concorreu em 5 eleições, sem derrota. Em 2012 foi eleito Vice-Prefeito.





Chico Gueda (o segundo, sentado). Francisco Goedert ganhou as quatro eleições disputadas. Foi o segundo mais votado em 1936, o primeiro de 1947 e 1950, não concorreu em 1954 e em 1958 ficou em terceiro. Era de Taquaras, Rancho Queimado e comerciante próspero em Barra Clara, Angelina.