A
VOLTA DOS QUE NÃO FORAM
Num passado não muito distante, éramos todos do PFL.
Ajudamos a eleger Dr. Jorge para o Senado e Paulinho para a Assembleia
Legislativa e Câmara dos Deputados. Em 2000, batemos o recorde fazendo a maior
bancada de vereadores do PFL estadual, com Dário, Prefeito pela segunda vez, 73.836
votos, dos 106.723 apurados. Em 1988, o partido elegeu 6 vereadores. Em 1992, a
bancada somou 8, dos quais os 6 primeiros mais votados. Em 1996 diplomamos 6, aumentando
esse número para 8 em 2000. Portanto, o PFL josefense elegeu prefeitos Diocéles
em 1988, 13.321 votos, Germano, em 1992, 17.176 votos e Dário em 1996 e 2000,
com 32.972 votos e 73.836 votos respectivamente. Germano Vieira foi Deputado
Estadual em 1990. Com a nossa boa ajuda, muitos pefelistas conquistaram
mandatos para a Assembleia e a Câmara dos Deputados: César Souza, Onofre,
Djalma, César Júnior. Com tantos predicados, o Município nunca foi lembrado.
Basta procurar quantas vezes emplacamos um Secretário de Estado ou logramos um investimento
expressivo do Governo do Estado na cidade. Ou seja, somos lembrados apenas na
hora das eleições, quando os donos do partido, do lado de lá da ponte, ditam as
regras e atendemos de cabresto. Meu primeiro mandato pelo PFL foi em 1996, me
reelegendo pela mesma sigla em 2000. Por vários anos fui Secretário do Partido
no Município.
Certa vez assaltaram o prédio da FEAP em Barreiros. Das
nove máquinas de costura, roubaram cinco e as demais que não conseguiram levar
jogaram lá de cima. Mandei ofício para o Paulinho, pedindo que me ajudasse a
reparar o dano. Seu atendimento foi um simples ofício ao Prefeito Dário para
que ele me desse as máquinas.
Inconformados, ao constatarmos que Dário Berger, de dois governos
vitoriosos, tinha chances de voar mais alto, queríamos que ele participasse do
Diretório Estadual, na Presidência do Partido, o que lhe foi prometido de
pronto. Fomos todos em caravana à Assembleia Legislativa para assistir a
rasteira no nosso líder maior, engendrada pelos notáveis da sigla. O acordo
prévio levaria Dário à Vice-Presidência de Raimundo Colombo. Da mesa dos
trabalhos Konder Reis e Jorge Bornhausen ditavam as regras e definiam quem iria
alçar voo, ou seja, Raimundo Colombo, Presidente Estadual e Dário apenas como
vogal na chapa, prêmio de consolação. Montamos então um projeto vencedor, para
a cidade, quando migramos todos para o PSDB, e indicamos Dário para concorrer à
Prefeitura da Capital. Em São José, queríamos tornar um vereador Prefeito.
Com a criação do novo PSDB josefense a bancada em peso
veio junto. Apenas Gervásio e Adeliana não aderiram, permanecendo no PFL.
Elegemos Dário na Capital e Fernando Elias em São José.
Fernando iniciou seu governo com 7 dos 12 vereadores da
Câmara e terminou seu mandato com apenas 2, brigou com o Parlamento, dispersou
os amigos, destituiu por dezenas de vezes seus colaboradores em mural, e seu
projeto pessoal foi para o saco. Em 2008, Gegê, já no PSDB, interviu no Diretório
legalizado e formou uma Comissão Provisória de parentes e puxa-sacos, de Fernando,
tornando-o novamente candidato contra todas as perspectivas. Pretendíamos
indicar Natal ou Gervásio para a disputa, pois, sua reeleição seria um fiasco
eleitoral. Não deu outra, ficou em quarto colocado. Para a Câmara, fizemos três
vagas das treze cadeiras: Eu, Alini Castro e Méri Hang, que neste ano retornou
aos antigos mandantes e vai apoiar Adeliana. De lá para cá o Partido ficou na
capa da gaita.
Agora, para a eleição de 2012, o PSD, antigo PFL, quer
novamente dar as cartas em São José. Nomearam Natal Secretário relâmpago e
costuraram, com a ajuda de Gegê, um acordo lá no Palácio, para que nosso Partido
seja vice na chapa de Adeliana. Adeliana esteve muito tempo na Diretoria da
CASAN e o esgoto de São José continua jurássico.
Eles são feras em mexer no tabuleiro. Se Adeliana ganhar
a eleição, com a ajudinha dos que nunca pensaram na cidade, a antiga elite
pefelista na nova roupagem de PSD, certamente vai mandar de novo em São José,
por 4 ou 8 anos e novamente tratar o município a pão e água. Eles sempre
tiveram razão quando falavam que aqui é uma cidade dormitório da capital, cujos
destinos devem ser traçados do outro lado da ponte, com a conivência de meia
dúzia que só pensa em si e manda o interesse coletivo do cidadão josefense às
favas. Faltando dez dias para a convenção Natal com a assinatura de Leonel
Pavan, interviu na Comissão Provisória de São José, destituindo Carlos Acelino,
Alini Castro, Romeu Erckmann, Eliane Santos Pereira, Valdenir Hilleshein,
Márcio Pacheco e Ângela Maria Nunes, esqueceu, porém, que o Art. 96, do
Estatuto garante voto dos dois vereadores sacados na Convenção.
Portanto, senhores convencionais do PSDB, ainda dá tempo
de decidir: ou voltam a formar um grande partido com grandes projetos, ou
sepultam a sigla, levando-a a reboque de quem não quer um PSDB forte e atuante
no Município.
Carlos
Acelino
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