quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Memória Política

Carlos Acelino 



Memória Curta

             Vereadores do Império – São José 



Embora a cidade de São José tenha 263 anos, sua elevação à categoria de município deu-se apenas há 180, em 1833. Negligência, descaso, desinteresse e má fé sumiram com todo o acervo histórico da cidade desde a fundação até 1930.
Não se acha em qualquer lugar um registro sequer sobre a atuação dos nossos governantes, e a história política só existe nos registros de quem no passado teve acesso a tais informações e as anotou.
Informações não oficiais alegam que certo Secretário de Educação da Gestão 1989/92 levou consigo a documentação histórica da cidade, sob a absurda alegação de que lá ela estaria bem guardada. Há uns quinze anos atrás, alguém tentou vender ao então Procurador do Município, a carta original de renúncia do Prefeito Silvetre Philippi, de 1954.
Seria cômico se não fosse séro. Nada foi preservado e por pouco não tivemos mais um descalabro. As várias mudanças de sede da Câmara Municipal destruíram muita documentação da fase 1930 – 2013.
Não se tem registro de onde foram iniciados os primeiros trabalhos da Câmara Municipal. Sabemos que em 1854, ela foi instalada na Casa de Câmara e Cadeia, Praça Hercílio Luz, hoje Casa da Cultura. Alterações na legislalação mudaram o nome do Poder Legislativo por diversas vezes. A partir da Proclamação da República, 1889, ele passou a chamar-se Conselho de Intendência Municipal. Em 1893 e 1894 denominou-se Câmara de Vereadores e por quatro meses ao final de 1894, novamente Conselho de Intendência Municipal, para, em seguida, Conselho Municipal que perdurou até 1930. De 1931 a 1936, foi chamada de Conselho Consultivo e do ano seguinte até 1947, Câmara de Vereadores. Após 1947 foi novamente denominada Câmara Municipal. Em 1972 a Câmara foi instalada em Salão do Tribunal do Juri, na nova Prefeitura, Praça Arnoldo Souza, hoje sede definitiva. Foi transferida nos anos 80 para Campinas e na década de 90 para a Casa da Praça Hercílio Luz, atual Fundação Municipal de Cultura. Testemunhas contam que nesse local boa parte da documentação foi para o lixo, após se deteriorar em local úmido e insalubre. Possivelmente em cada uma dessas mudanças um pedaço da história política josefense se evaporou. A Secretária Elenita Koerich está a meses tentando resgatar um pelourinho de São José que foi parar na Prefeitura de Laguna durante o Governo Candinho. Mais de mil fitas de áudio das sessões legislativas realizadas até o ano 2000, por pouco não tiveram destino incerto, se uma mão consciente não manifestasse interesse em resgata-lás e guarda-lás. Estão na Câmara para a conversão em CD e muitas delas deterioradas. O atual Presidente foi avisado desse acervo em Janeiro mas até agora as fitas continuam empilhadas em caixas para recuperação.
Os registros sumiram mas alguém teve o cuidado de anotar. Pelo pouco que sabemos no período 1833/90, São José teve 17 legislaturas, 11 delas de quatro anos e seis legislaturas de dois anos, num total de 101 vereadores. As únicas fontes disponíveis de informações são os excelentes livros “São José da Terra Firme” de Gilberto Gerlach e Osni Machado e o “Dicionário Político Josefense” de Osni Machado. A nominata completa dos Vereadores do Império publicaremos na próxima edição desse Semanário.



 


Francisco da Silva Ramos Júnior – Vereador (4 mandatos),
Deputado Estadual suplente (1884/85), e eleito (1888/89)
Foi também Conselheiro Municipal (Vereador) por Florianópolis.










Francisco Tolentino Vieira de Souza – Vereador por 2 mandatos,
Deputado Estadual (3) e Federal (5 mandatos).
Faleceu em 14.02.1904, no decorrer do último mandato de Deputado Federal.


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